Tratamento farmacológico
Medicamentos tradicionais no manejo do TEA
O papel dos medicamentos no autismo, com foco na risperidona e no aripiprazol.
Mostrando o conteúdo completo, com referências científicas.
Não existem medicamentos capazes de tratar os sintomas centrais do TEA. Atualmente, a risperidona e o aripiprazol são os principais medicamentos aprovados para tratar a irritabilidade grave, as crises de agressividade e a agitação no autismo. Eles agem equilibrando substâncias no cérebro (como a dopamina e a serotonina) para ajudar a pessoa a ficar mais calma e participar melhor das terapias.
Informações importantes
- A risperidona ajuda muito no comportamento, mas pode causar aumento de apetite e ganho de peso.
- O aripiprazol tem efeitos parecidos, com um risco menor de aumentar a prolactina (um hormônio que, quando alto, causa outros efeitos colaterais).
- A resposta ao medicamento é individual: doses e escolhas mudam entre crianças, adolescentes e adultos.
Comparativo
| Medicamento | Para que serve | Como age | Ganho de peso | Eficácia | Principais efeitos colaterais |
|---|---|---|---|---|---|
| Risperidona | Irritabilidade, agressividade e comportamentos disruptivos em crianças e adolescentes com TEA. | Antagonismo de receptores D2 (dopamina) e 5-HT2A (serotonina). | Ganho de peso frequente e acentuado; aumento importante do apetite. | Eficácia mais bem documentada para irritabilidade e agressividade graves. | Ganho de peso acentuado, aumento do apetite, sedação, sintomas extrapiramidais (tremores), elevação de prolactina. |
| Aripiprazol | Irritabilidade e agitação associadas ao TEA, com perfil metabólico frequentemente descrito como mais favorável. | Agonismo parcial de D2 e 5-HT1A, com antagonismo de 5-HT2A. | Ganho de peso possível, em geral descrito como menor que o da risperidona. | Eficácia comparável para irritabilidade, com perfil metabólico frequentemente mais favorável. | Sonolência, ganho de peso, tremores e inquietação motora (acatisia). |
Em linguagem simples
Medicamentos como a risperidona ajudam a diminuir a agressividade e a agitação grave, permitindo que a pessoa — criança, adolescente ou adulto — consiga participar melhor das terapias, da escola ou do trabalho.
Alerta de segurança
Fontes científicas utilizadas: Kılınçel et al. (2026); Yang et al. (2025); Kloosterboer et al. (2021).